Este artigo investiga como o discurso anti-imigração do CHEGA, principal força da extrema-direita em Portugal, contribui para o aprofundamento da insegurança ontológica na sociedade portuguesa. Metodologicamente, o estudo utiliza a análise do discurso para examinar documentos partidários, pronunciamentos públicos e materiais de campanha. Os resultados indicam que o partido mobiliza o medo do migrante como mecanismo de estabilização de uma identidade nacional percebida como ameaçada, associando imigração à criminalidade, insegurança e declínio moral. Discute-se que, embora politicamente eficaz, essa retórica fragiliza a democracia, dificulta processos de integração e aprofunda divisões sociais.
Segurança ontológica e o medo do outro: A ascensão do CHEGA e a imigração em Portugal
https://periodicos.fgv.br/mosaico/article/view/94500
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