É verdade. E existe muita coisa boa, toda hora. Eu agora estou em um dilema entre: Trilium next, Affine, Anytype e Appflowy. Todos autohospedados; e cada um com sua limitação, mas todos muito bons.
Obrigado. Eu não sou de TI, e veja que consegui instalar tudo o que precisava via docker, localmente. Como já mencionei para o @anthuansousa@mastodon.social , eu uso um notebook antigo, e jogo o sinal para "fora" da rede local via Tailscale; mas faço um backup online via um VPS de $3 com 1TB, via syncthing com a opção de "unstrust" habilitado, ou seja, tudo que vai para o VPS, vai criptografado.
Eu uso um notebook antigo( reaproveitado ). Não sou de TI, mas consegui instalar o que precisava via docker; e jogo o "sinal" para fora da rede caseira com o Tailscale.
Estou funcional desta forma a 3 anos. Sem surpresas desagradáveis. Faço um backup online também, em uma VPS de $3 dólares com 1 TB de espaço.
Que bacana! Muito obrigado pelo comentário. Suas observações são muito interessantes. Talvez, tenhamos apenas feito uma leitura a partir de perspectivas peculiares.
Sobre a Economia da Atenção e Cripto, você tocou num ponto muito importante. A ascensão do ecossistema cripto e figuras como o Musk no X ilustram perfeitamente o "topo" dessa "má-fé" institucionalizada. É a financeirização da promessa e do engajamento. Vende-se essa caricatura do sucesso enquanto o modelo de negócios real, muitas vezes, opera na lógica de pirâmide.
Sobre a Sociedade da Transparência e a Vigilância, a sua leitura sobre a eliminação das "zonas cinzas" e a morte do espaço privado é muito boa. O mercado de fato exige certeza absoluta,e a extinção do espaço para o erro.
Talvez aqui seja o ponto onde nossas visões se complementam, e talvez seja o ponto chave do paradoxo que tentei explicar. E a definição do que significa esse "Ser" que somos obrigados a expor.
Quando o mercado, através do profiling e da vigilância contínua, nos obriga a estar sempre visíveis e não nos dá espaço para viver à vida privada, ele não está nos obrigando a "sermos nós mesmos" na nossa essência existencial, que passa por nossas ambiguidades, medos e imperfeições. Pelo contrário: a exigência de transparência total força o indivíduo a performar constantemente. Como não há mais bastidores, o palco se torna a vida inteira. O algoritmo e o empregador não querem nossa autenticidade imprevisível; eles querem dados legíveis, previsibilidade e produtividade. Quando somos vigiados o tempo todo, nossa única defesa é fundir a nossa identidade com a "Persona" que também é a máscara.
Eu concordo plenamente com você que a vigilância extirpou o nosso direito de refúgio, ao esquecimento e à zona cinza. Mas é exatamente essa superexposição que gera o cansaço. A exaustão não vem de escondermos quem somos, mas da obrigação exaustiva de transformar quem somos em um perfil métrico, otimizado e sem falhas, 24 horas por dia. O "fracasso" ocorre porque, sob o holofote constante, o humano morre e só sobra o perfil.
É verdade. E existe muita coisa boa, toda hora. Eu agora estou em um dilema entre: Trilium next, Affine, Anytype e Appflowy. Todos autohospedados; e cada um com sua limitação, mas todos muito bons.
Verdade. Eu tenho meus pacotes fixos( com 3 anos de uso), mas vivo experimentando algo novo.
Obrigado. Eu não sou de TI, e veja que consegui instalar tudo o que precisava via docker, localmente. Como já mencionei para o @anthuansousa@mastodon.social , eu uso um notebook antigo, e jogo o sinal para "fora" da rede local via Tailscale; mas faço um backup online via um VPS de $3 com 1TB, via syncthing com a opção de "unstrust" habilitado, ou seja, tudo que vai para o VPS, vai criptografado.
Eu uso um notebook antigo( reaproveitado ). Não sou de TI, mas consegui instalar o que precisava via docker; e jogo o "sinal" para fora da rede caseira com o Tailscale. Estou funcional desta forma a 3 anos. Sem surpresas desagradáveis. Faço um backup online também, em uma VPS de $3 dólares com 1 TB de espaço.
Que bacana! Muito obrigado pelo comentário. Suas observações são muito interessantes. Talvez, tenhamos apenas feito uma leitura a partir de perspectivas peculiares.
Sobre a Economia da Atenção e Cripto, você tocou num ponto muito importante. A ascensão do ecossistema cripto e figuras como o Musk no X ilustram perfeitamente o "topo" dessa "má-fé" institucionalizada. É a financeirização da promessa e do engajamento. Vende-se essa caricatura do sucesso enquanto o modelo de negócios real, muitas vezes, opera na lógica de pirâmide.
Sobre a Sociedade da Transparência e a Vigilância, a sua leitura sobre a eliminação das "zonas cinzas" e a morte do espaço privado é muito boa. O mercado de fato exige certeza absoluta,e a extinção do espaço para o erro.
Talvez aqui seja o ponto onde nossas visões se complementam, e talvez seja o ponto chave do paradoxo que tentei explicar. E a definição do que significa esse "Ser" que somos obrigados a expor.
Quando o mercado, através do profiling e da vigilância contínua, nos obriga a estar sempre visíveis e não nos dá espaço para viver à vida privada, ele não está nos obrigando a "sermos nós mesmos" na nossa essência existencial, que passa por nossas ambiguidades, medos e imperfeições. Pelo contrário: a exigência de transparência total força o indivíduo a performar constantemente. Como não há mais bastidores, o palco se torna a vida inteira. O algoritmo e o empregador não querem nossa autenticidade imprevisível; eles querem dados legíveis, previsibilidade e produtividade. Quando somos vigiados o tempo todo, nossa única defesa é fundir a nossa identidade com a "Persona" que também é a máscara.
Eu concordo plenamente com você que a vigilância extirpou o nosso direito de refúgio, ao esquecimento e à zona cinza. Mas é exatamente essa superexposição que gera o cansaço. A exaustão não vem de escondermos quem somos, mas da obrigação exaustiva de transformar quem somos em um perfil métrico, otimizado e sem falhas, 24 horas por dia. O "fracasso" ocorre porque, sob o holofote constante, o humano morre e só sobra o perfil.
Bem, ao menos, foi essa a minha leitura.